Qualidade da Areia das Praias do Litoral Paulista – Cetesb

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Qualidade da Areia das Praias do Litoral Paulista

No início de janeiro deste ano de 2018, questionamos a Cetesb sobre a qualidade da areia das praias do litoral de São Paulo.

Veja o que o estudo da Cetesb diz sobre a Qualidade da Areia das Praias do Litoral Paulista:

Qualidade da Areia das Praias do Litoral Paulista

“Olá, a CETESB já realizou estudos sobre a qualidade microbiológica das areias avaliando a presença de indicadores de poluição fecal, e outros microrganismos nas areias de algumas das praias do litoral paulista.

O primeiro foi realizado em 1984/85 e o segundo estudo ocorreu em 1997/98. A partir de 2009 a CETESB começou a avaliar anualmente no verão, a qualidade sanitária das areias de um grupo de praias.

Os resultados dessas avaliações encontram-se nos relatórios de qualidade das praias litorâneas disponíveis em nosso site.

Com base nestes estudos, foi possível verificar que a areia seca é mais contaminada que a areia úmida e que a concentração de microrganismos diminui com a fim da alta temporada e consequente diminuição de banhistas no litoral.

Ressalta-se que não se trata de um monitoramento regular com a respectiva classificação dessas areias, pois não existe padrão legal no Brasil nem em outros países, embora existam algumas propostas de critérios.”

 

Com base nessa resposta fomos consultar o Relatório de Qualidade das Praias de 2016, o mais recente e reproduzimos uma parte da introdução do capítulo 4 sobre a qualidade das areias (Página 103).

 

4 • AVALIAÇÃO DA QUALIDADE SANITÁRIA DAS AREIAS DE PRAIAS DO LITORAL PAULISTA

Além da qualidade da água para o banho de mar, outra preocupação dos frequentadores das praias é a Qualidade da Areia das Praias do Litoral Paulista.

Essa preocupação é compartilhada pelos pesquisadores da área de saúde pública.

A presença de animais domésticos na praia representa importante risco para a saúde dos banhistas, principalmente das crianças.

É uma prática que deve ser evitada, pois os animais de estimação estão sujeitos à infecção por microrganismos patogênicos causadores de várias doenças que podem ser transmitidas para os humanos por contato direto, através dos pelos ou material fecal eliminados na areia ou mesmo na água.

Mesmo sem a presença de animais nas praias, esgotos domésticos não tratados ou com tratamento inadequado podem entrar em contato com as areias das praias através dos cursos d´água que afluem ao mar.

Estudos nacionais e internacionais apontam concentrações elevadas de microrganismos nas areias das praias.

Assim, devido ao potencial da presença de altas densidades de patógenos na areia, o contato prolongado com areias contaminadas pode ser uma ameaça à saúde dos banhistas.

As areias podem, portanto, constituir reservatório de microrganismos, pois nestas podem ser isolados vírus, bactérias, fungos, protozoários e helmintos e vários gêneros e espécies destes podem ser patogênicos e também por serem áreas de uso relevante (WHO, 2003).

A presença de microrganismos na areia pode causar também efeitos na saúde como, diarreia, náusea e vômito, com risco inferior à exposição à água, porém significativas. (LAMPARELLI et al. 2003).

As pessoas, em suas atividades de lazer, mantêm contato estreito com a areia além de serem importante fonte de contaminação das mesmas.

Animais, fezes humanas e de animais, restos de alimentos e resíduos e cursos d´água afluentes as praias podem ser ameaças à saúde dos banhistas.”

 

Qualidade da Areia das Praias do Litoral Paulista - Cetesb
Qualidade da Areia das Praias do Litoral Paulista – Cetesb – Referente ao ano de 2016

 

Qualidade da Areia das Praias do Litoral Paulista

Dentre as praias pesquisadas, Indaiá em Caraguatatuba foi a que apresentou melhor qualidade

da areia.

A pior qualidade foi observada nos dois pontos da Praia de Pitangueiras no Guarujá (Puglisi
e Silvia Valadão).

 

O grupo das melhores praias, em termos de qualidade da areia, é formado pelas
praias:

  • Indaiá – Caraguatatuba
  • Prumirim – Ubatuba
  • Grande em Ilhabela
  • Vila Mirim em Praia Grande
  • Sonho em Itanhaém
  • Maresias em São Sebastião
  • Baraqueçaba em São Sebastião
  • Martim de Sá de
    Caraguatatuba.

O grupo das piores praias em termos de qualidade da areia é formado pelas praias:

  • Pitangueiras no Guarujá (Puglisi e Silvia Valadão)
  • Enseada em Bertioga.

Conclusões retiradas do próprio relatório:

Veja as conclusões do relatório da Cetesb sobre a Qualidade da Areia das Praias do Litoral Paulista

4.5 Conclusões

a) Para os coliformes termotolerantes:

  • praias Indaiá em Caraguatatuba
  • Prumirim em Ubatuba
  • Vila Mirim em Praia Grande
  • Praia Grande em Ilhabela
  • Martim de Sá em Caraguatatuba
  • Maresias e Baraqueçaba em São Sebastião
  • Praia Sonho em Itanhaém

apresentaram médias inferiores às demais praias pesquisadas;

 

b) Para os enterococos:

  • as praias de Indaiá em Caraguatatuba
  • Prumirim em Ubatuba
  • Maresias em São Sebastião
  • Martim de Sá em Caraguatatuba
  • Baraqueçaba – São Sebastião
  • Grande em Ilhabela

apresentaram valores inferiores às demais praias;

 

c) Com base no escore conjunto formado pelos dois indicadores:

  • a praia de Indaiá em Caraguatatuba foi a que apresentou melhor qualidade
  • a que apresentou a pior qualidade das areias foi Pitangueiras no Guarujá

nos dois pontos avaliados;

 

d) O mês de Janeiro se diferencia significativamente dos meses de Fevereiro, Março e Abril para os coliformes termotolerantes, fato associado ao grande afluxo de pessoas para o litoral nesse mês. Para os enterococos, essa diferença não foi tão evidente;

e) O ano de 2016 se diferenciou significativamente dos anos de 2010 e 2013 em relação às concentrações de coliformes termotolerantes. Essa concentração foi inferior às observadas nestes anos;

f) As concentrações de enterococos se mantiveram equivalentes no período de 2010 a 2016, exceto pelo ano de 2011, que teve média inferior às demais;

Qualidade da Areia das Praias do Litoral Norte de São Paulo

4.6 Recomendações

São muitos os fatores que tem influência direta na qualidade microbiológica das areias, entre eles podemos citar as condições sanitárias de cada praia, a presença de animais e o comportamento dos banhistas. Isso garante uma melhor Qualidade da Areia das Praias do Litoral Paulista.

Além disso, a gestão da orla, principalmente a manutenção e limpeza da faixa de areia seca, e a educação ambiental para a sensibilização dos usuários, promovem a melhoria das condições sanitárias das areias diminuindo a exposição a microrganismos que podem, eventualmente, trazer riscos à saúde dos banhistas.

Garantir a limpeza urbana, principalmente das praias, com coleta adequada de lixo, proibir ou minimizar a presença de animais nas praias, coletar e descartar dejetos de forma adequada, afastar línguas de esgoto, dentre outras medidas de saneamento, são ações que poderão trazer uma melhora significativa da qualidade dessas áreas destinadas à recreação.

Recomenda-se, portanto, aos usuários:

Evitar sentar-se ou deitar-se diretamente na areia: sente-se sempre sobre toalhas, esteiras ou cadeiras. O cuidado deve ser redobrado com as crianças, que passam boa parte do tempo brincando na areia. Evitar o contato muito intenso com areia – enterrar-se, etc. –

Lavar bem as mãos para remover a areia antes de ingerir algum alimento.

Evitar andar descalço na areia.

Usar sempre chinelos.

Não levar animais às praias, pois suas fezes podem contaminar a areia.

Jogar sempre o lixo nas lixeiras.

 

Lembramos que os dados são do relatório de 2016, pois no site da Cetesb não ainda não está disponível o relatório Qualidade da Areia das Praias do Litoral Paulista do ano de 2017.

 

Fonte: Qualidade das Praias do Litoral Paulista

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